A regressão é uma técnica, bastante antiga, que foi utilizada e restrita somente a sociedades esotéricas fechadas. Hoje vem sendo pesquisada, na área psicológica, de uma maneira científica e empregada na resolução de comportamentos inadequados de causas aparentemente desconhecidas.Regressão é uma forma de psicoterapia que gera muitas discussões. Esta nova forma de compreender a Psicologia tem incluído em seus estudos temas antes relegados ao segundo plano, quando não completamente excluídos, como o misticismo, a meditação, a espiritualidade, os estados alterados de consciência, e outros temas considerados, até então, como não fazendo parte das legítimas preocupações da psicologia.
Pessoas em transe, ou estado alterado de consciência, relatam estórias que acontecem em um tempo e lugar totalmente estranhos ao seu conhecimento. Este fenômeno, que tem sido reproduzido diariamente em milhares de consultórios em todo o mundo, desafiando a nossa capacidade de entendimento a exigir uma explicação.
Várias explicações foram dadas até então, tais com: fantasia do inconsciente, telepatia, lembranças de antigas estórias vistas ou ouvidas, memória genética, sonho ou lembranças de vidas passadas. Esta última hipótese, a mais popular de todas, é o motivo da polêmica e das discussões referidas acima. Ela parece estar de acordo com uma das mais antigas e difundidas crenças da humanidade: a “reencarnação”, ou, o retorno ao mundo, de um princípio espiritual presente no ser humano.
Na verdade, não importa de onde venham as estórias que surgem, mas sim, seu potencial de provocar uma mudança positiva na vida da pessoa. No entanto, a grande maioria dos terapeutas prefere trabalhar com a idéia de várias vidas que se sucedem numa trama fantástica de correlações, causas e efeitos, o que explicaria as múltiplas possibilidades da existência humana.
Na década de 50, Morey Bernstein, um hipnotista amador, usando a técnica da regressão de idade, levou uma mulher cada vez mais longe para o passado. Tendo dado comandos para que ela voltasse além do próprio nascimento ela começou a falar de uma vida anterior quando tinha o nome de Bridey Murphy. Em 1956 ele publicou um livro que causou uma grande controvérsia nos Estados Unidos. Foi atacado por muitos e acusado de fraude. A possibilidade de se usar a hipnose para investigar as vidas passadas, para muitos um sonho antigo, estava lançada. Muitos investigadores passaram então a usar a hipnose em suas pesquisas sobre as vidas passadas. Outros preferiam dizer que não estavam usando hipnose, mas apenas um estado de relaxamento, o que, na verdade, dá no mesmo.
A partir da década de 70, Helen Wambach, Edith Fiore, Morris Netherton, Roger Woolger e Hans Tendam, entre outros autores, contribuíram para estabelecer os fundamentos teóricos da nova forma de terapia: a Regressão.
Na regressão a pessoa entra em um transe desperto, totalmente consciente, um estado alterado em que pode se comunicar com o terapeuta e relatar os fatos que vê, sente ou intui. Os fatos marcantes e traumáticos do passado são a origem de complexos de emoções, sensações e pensamentos que ficam guardados no inconsciente. Quando a pessoa renasce esses complexos inconscientes podem ser ativados e se manifestar, de algum modo, no novo corpo, gerando sintomas e comportamentos estranhos e inadequados à personalidade atual.
Na regressão procura-se levar a pessoa a entender o que realmente aconteceu, suas causas, descobrindo a origem do problema apresentado em suas queixas, localizando a situação traumática e desativando as cargas somáticas, emocionais, cognitivas e imaginativas que constituem os complexos. Nesta fase, cabe ao terapeuta facilitar as mudanças necessárias da pessoa, pois ela terá que elaborar novas respostas, a partir da descoberta e desativação dos complexos e da compreensão do seu papel frente aos incidentes passados. Lembrando que a pessoa deve conseguir utilizar os seus conhecimentos adquiridos para tomar novas decisões e novos rumos em sua vida, sem criar dependência. A regressão ajuda a remover sintomas, trabalhar emoções, modificar pensamentos, alterar comportamentos, criando novas opções de vida sem voltar a incorrer em erros do passado, encontrando uma nova perspectiva de vida, mais ampla e orientada para o crescimento espiritual. Enfim, a regressão contribui para a pessoa encontrar um novo ponto de equilíbrio interior. Um equilíbrio holístico do ser humano, isto é, simultaneamente, físico, emocional, mental e espiritual.
Sempre que detectamos, em nós, comportamentos repetitivos indesejáveis, sem causa lógica, que se impõe de uma maneira praticamente incontrolável, tais como: medo, irritabilidade, dificuldade de desempenho diante de situações específicas, entre outros, a regressão será útil.
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