quinta-feira, 13 de março de 2008

Medo da Felicidade

O amor é uma emoção muito forte e dá uma sensação de simbiose, ou seja, uma relação muito vantajosa ou necessária, porém também dá uma sensação de se perder no outro, logo, de se perder a individualidade. Em função deste sentimento de perda, as pessoas buscam relacionamentos não saudáveis, na ânsia de se evitar o que realmente desejam – o amor.

Muitos procuram pessoas opostas, com defeitos suficientes para se evitar a total simbiose, dando um poder inconsciente de não se perder a própria individualidade. Outros amam desesperadamente alguém que não o ame muito, assim amam muito, mas o outro não lhes dá muita atenção, lhes deixam sozinhos e vão agüentando pelo equilíbrio irreal que adquirem.

Outros ainda, se encantam por pessoas bem diferentes, que pensam de maneira diferente, sentem de maneira diversa e se manifestam diferentemente de si mesmo, assim amamos de um jeito e o outro de outro jeito, não tendo problemas de fusão, pois isto nos amedronta muito.

Tudo isto é fruto de nosso medo de sermos felizes! Nada nos dá mais felicidade do que o encontro amoroso, mas ao mesmo tempo, nada nos amedronta mais, do que a felicidade. Quando nos sentimos felizes, no mínimo, acreditamos que algo de muito ruim irá acontecer, porque não merecemos tanta felicidade, não é assim? É um medo de que algo catastrófico irá acontecer, e então, procuramos nos proteger, minando a nossa própria felicidade...

Quando estamos muito felizes, acabamos estragando tudo, antes que algo aconteça, na ilusão de nos protegermos do sofrimento... Apesar de irônico, é verdadeiro e quase todo mundo sente isso, ou já sentiu em algum momento. Isto porque, em nossa cultura, a felicidade é pecado, nós merecemos o castigo eterno, a culpa constante, mas não sermos felizes!

Essa é a grande causa de muitas brigas entre pessoas que se amam muito. Elas se dão tão bem, se sentem tanto em harmonia, que é necessário buscar um problema para gerar uma dúvida na relação e diminuir o medo de ser feliz! O medo da felicidade implica no atraso de ter que enfrentar com coragem a escolha do comprometimento, levando, por conseqüência, a escolhas erradas.

terça-feira, 11 de março de 2008

Chama Violeta

A chama violeta é a essência de um dos "sete raios". Como um raio de sol passando através de um prisma é refratado nas sete cores do arco-íris, assim também a luz se manifesta nos sete raios. Cada raio tem uma cor, freqüência e qualidade específica da consciência de Deus. O raio violeta é conhecido como o sétimo raio. Quando você o invoca, em nome de Deus, ele desce como um raio de energia espiritual, explodindo numa chama espiritual, em seu coração, com as qualidades de misericórdia, perdão, justiça, liberdade e transmutação.

Saint Germain é conhecido como o Senhor do Sétimo Raio. Cada vez que oramos para ele, ele nos envia inúmeras dádivas do Espírito - alegria, diplomacia e criatividade. Ele pode inspirar-nos com as suas inovações na ciência, na literatura, na religião, no governo, na filosofia, na educação, na cura, na alquimia e em outros campos. Por quase setenta anos, Saint Germain têm-nos preparado para entrar na era de Aquário, na era da paz, da liberdade e da iluminação. Apareceu para Guy Ballard no início de 1930, dando-lhe o primeiro ensinamento sobre a chama violeta.


A atuação da chama violeta se assemelha à do sabão. O sabão limpa a sujeira de nossas roupas pelo uso das cargas negativas e positivas dos átomos. Isso porque cada uma de suas moléculas tem dois lados: um lado que é atraído pela sujeira e um lado que é atraído pela água. O lado que prefere a sujeira atrai a sujeira, como um imã atrai um clipe de papel, arrastando-o para fora de sua caixa. O lado que prefere a água fixa-se na água, carregando a sujeira com ela.


Quando invocamos a chama violeta, cria-se uma polaridade entre o núcleo do átomo e o núcleo de fogo branco da chama. O núcleo do átomo, sendo matéria, assume o pólo negativo; o núcleo de fogo branco da chama violeta, sendo espírito, assume o pólo positivo.


A interação entre o núcleo do átomo e da luz na chama violeta estabelece uma oscilação. Essa oscilação desaloja as densidades enredadas entre os elétrons que orbitam ao redor do núcleo. Assim que essa substância pesada que sobrecarrega o átomo se solta, é lançada na chama violeta e levada embora.


Mas, diversamente do sabão, a chama violeta não só envolve e remove os escombros; ela os transforma em pura energia de luz. Libertos dos escombros, os elétrons começam a mover-se livremente, elevando, portanto, a nossa vibração e propelindo-nos para um estado mais espiritual de ser.


As pessoas percebem uma diferença espiritual e física quando usam a chama violeta. Mas o que realmente acontece quando repetimos as palavras dos decretos de chama violeta?


Posso dar-lhe duas perspectivas a respeito - a perspectiva espiritual como me é revelada pelos Mestres Ascensos e a perspectiva científica, baseada em recentes desenvolvimentos na física e na medicina. Ambas a explanações envolvem o conceito de vibração.


Na física, vibração é a velocidade pela qual algo se move para frente e para trás, ou oscila. Conforme meu entendimento, num nível espiritual, a vibração é também o padrão de rotação dos elétrons conforme eles se movem ao redor do núcleo do átomo. Como veremos, essas definições podem não estar tão distanciadas.


Todos temos quatro corpos que envolvem a nossa alma: (1) o corpo físico, que podemos ver e tocar; (2) o de desejos, ou corpo astral, que contém nossas emoções; (3) o corpo mental, que é a nossa mente consciente; (4) o etérico, ou corpo de memória, que contém as memórias de todas as nossas vidas passadas. A chama violeta atua nesses quatros corpos, pela mudança do padrão de sua vibração.


Saint Germain nos deu o decreto de chama violeta:


"EU SOU um ser de fogo violeta! EU SOU a pureza que Deus deseja!"


Quando você recita esse e outros decretos de chama violeta, a chama violeta permeia cada célula e átomo de seu corpo, penetrando em sua mente, suas emoções, seu subconsciente e sua memória.


O que faz a chama violeta quando permeia os átomos? Os Mestres nos deram a seguinte explicação:


Todos sabemos que os átomos se constituem principalmente de espaços vazios. Se um átomo for do tamanho de uma bola de basquete, seu núcleo seria ainda muito pequeno para nossos olhos poderem enxergar. Entretanto, 99,9 por cento da massa do átomo está concentrada no núcleo, deixando o resto da bola de basquete com espaço vazio, habitado somente pelos elétrons, que pesam muito pouco. Todo aquele espaço entre o núcleo e a borda do átomo é onde a discórdia e as energias negativas podem se fixar.


No nível celular e molecular, essas substâncias parecem como poeira, fuligem, piche ou cimento. Os Mestres têm usado a ilustração de alguém pegando um balde de piche derretido e derramando sobre um barril cheio de mármores. Os espaços entre os mármores ficam grudentos com o piche escorrendo e logo toda a massa se solda. Os Mestres contam-nos que, quando nossos corpos espiritual e físico se tornam obstruídos por energia negativa e pelo carma, diminui a vibração dos elétrons em nossos quatro corpos inferiores. Então começamos a ressonar mais com a negatividade e menos com a pura energia cósmica que vem da nossa Presença Divina e, eventualmente, podemos ficar doentes. Quanto mais substância houver em nossos quatro corpos inferiores, mais baixo o nosso padrão vibracional e mais sobrecarregados nos tornamos. Espiritualmente, esse é o motivo pelo qual as pessoas morrem.


Se você estudou acupuntura e yoga, sabe que a boa saúde vem quando a energia espiritual flui livremente através de nossos corpos. Quando a substância cármica se solidifica, é como se ocorresse o endurecimento de artérias em nossos corpos espirituais. Quando ressonamos com a negatividade, gradualmente nos tornamos nela a não ser que façamos algo para melhorar.


O fogo violeta transmuta qualquer coisa negativa onde quer que esteja alojada, no seu ser físico ou espiritual. Isso inclui tudo, desde as sementes do ódio a si próprio até o vírus físico. Quando a chama violeta atua, passa através dos espaços obstruídos entre os elétrons e o núcleo. Ela ejeta essas partículas de substância densa de seu corpo e as dissolve. Esse processo transmuta a energia negativa em energia positiva, restaurando a sua pureza inata.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Stress Envelhece!!!

Todos já ouviram histórias como "Fulano envelheceu depois da morte do filho" ou "Sicrano ficou de cabelo branco quando cuidou do pai no hospital". Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, acaba de demonstrar que há verdade por trás desses clichês. O estudo comprova pela primeira vez que o stress acelera o envelhecimento. Além disso, a pesquisa indica a influência direta do estado psicológico sobre a longevidade das células do organismo. Pessoas que têm uma percepção elevada do próprio stress envelhecem mais rapidamente. "Existem certas formas de pensar que contribuem para o stress – a idéia, por exemplo, de que os problemas com que lidamos são insolúveis", diz a psicóloga Elissa Epel, uma das coordenadoras do estudo.

Elissa e sua equipe examinaram 58 mães de 20 a 50 anos, 39 das quais cuidavam de filhos com autismo, paralisia cerebral ou outras deficiências. Os cientistas analisaram o grau de envelhecimento de células do sistema imunológico dessas mulheres. O principal indicador do envelhecimento celular é uma seção na ponta do cromossomo – as fitas de DNA que guardam nosso material genético – chamada telômero. Trata-se de uma espécie de tampa bioquímica, que tem a função de manter a integridade do DNA, impedindo que a molécula se desfaça. Cada vez que uma célula se divide, o telômero fica um pouco menor, até atingir um ponto crítico. A partir daí, a célula não se reproduz mais e acaba morrendo. O telômero, portanto, é um indicador de idade celular. Ao mostrar que o stress encurta prematuramente os telômeros, a pesquisa indicou uma relação entre ele e o envelhecimento.

A pesquisa comprovou que o desgaste de prestar cuidados intensivos a um filho cobra seu preço. A diminuição dos telômeros foi mais acelerada nas mulheres que cuidavam de filhos deficientes. Testes psicológicos revelaram que o modo como essas mulheres encaravam seus problemas também desempenhava um papel. A idade celular daquelas que se percebiam como tendo altos níveis de stress chegou a ser até dez anos superior à das mulheres da mesma idade com baixos níveis de stress. Além do comprimento do telômero, a pesquisa mediu níveis de telomerase – uma enzima que tem a função de restaurar as perdas do telômero – e de radicais livres, substâncias que danificam tecidos celulares, intensificando o envelhecimento. Os resultados foram consistentes: mulheres mais estressadas apresentaram níveis mais baixos de telomerase e mais altos de radicais livres. A pesquisa deixa uma lição básica: paz de espírito ajuda a retardar a velhice. "Muitos gostariam de ter uma pílula mágica, mas o modo mais efetivo de reduzir o stress está em mudanças no estilo de vida", diz Elissa Epel. A pesquisadora recomenda relaxamento e alimentação equilibrada para combater o stress. E uma atitude mais serena diante de aspectos da vida sobre os quais não se tem controle.

Fonte: Revista Veja