quinta-feira, 21 de maio de 2009

DEPRESSÃO

Depressão é uma doença, considerada por muitos, como o mal do século. A depressão é uma enfermidade afetiva, de natureza cíclica, ou seja, quem já teve uma vez, tem maior probabilidade em tê-la novamente e, na fase crítica, se caracteriza pela presença de sintomas físicos e psicológicos.

Os sintomas são de ansiedade, apatia, desânimo, tristeza, indiferença por tudo e por todos. O depressivo apresenta falta de iniciativa e baixa auto-estima. Pode vir associada com perturbações no sono, dor de cabeça e perda de apetite. Ela consiste no surgimento de um sentimento generalizado de tristeza que varia de grau, passando por um sentimento de desalinho moderado até o mais intenso desespero. Ela pode durar poucos dias ou estender-se por semanas, meses e até anos.

Na visão espiritual, é um transtorno do humor, com baixa da atividade geral, levando a sofrimento íntimo profundo, desesperança, falta de fé em Deus, em si próprio e na vida. O deprimido apresenta duas características: egoísmo e agressividade. Egoísmo por crer que sua dor é a maior do mundo e agressividade voltada principalmente contra si mesmo.

Já comentei em outros textos, que a doença é o resultado do desequilíbrio energético do corpo físico em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona. A depressão instala-se pouco e pouco, porque as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam, vagarosamente, o equilíbrio mental.


O tratamento psicológico é muito importante por auxiliar no auto-conhecimento, nas resoluções de conflitos e tomada de posição diante dos problemas. Porém, é muito importante desenvolver uma busca espiritual, ter fé em algo divino, para conseguir superar a fase crítica da depressão, acreditando que dias melhores virão. Falar com o depressivo sobre essa esperança é vital, pois muitos pensam em cometer suicídio. Cautelosamente, além de incutir sentimentos positivos, precisamos também deixar claro que eles precisam gostar deles mesmos, e que seus atos fazem sofrer os que estão à sua volta. Eles precisam sentir que são amados, para que os pensamentos negativos se afastem, dando lugar à esperança.

Todos nós temos um limiar para suportar a dor, o sofrimento, a frustração sem que algo mais grave nos aconteça, porém, este limite parece estar muito relacionado com o nosso grau de equilíbrio interior. Importante se faz, associado ao tratamento com terapia, a busca da própria espiritualidade.

A tristeza faz parte de nossa condição humana e não há quem não tenha sofrido por ela, portanto é muito importante não confundir estados passageiros de melancolia com a depressão, normais em alguns momentos na vida de qualquer ser humano, com a tristeza profunda encontrada nos depressivos. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso.

Transcrevo abaixo, um poema psicografado por Chico Xavier, que gosto muito e que poderá ajudar àqueles que convivem com depressivos, pois o depressivo, nem ao menos se interessa por leitura:

O que mais sofremos

O que mais sofremos no mundo: Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la. Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento. Não é a doença. É o pavor de recebê-la. Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar. Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros. Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo. Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros. Não é a injúria. É o orgulho ferido. Não é a tentação. É a volúpia de experimentar – lhes os alvitres. Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências. Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

O TEMPO PERDIDO


Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.

Entristecemo-nos por coisas pequenas, e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos. Calamo-nos quando deveríamos falar, falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio.

Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.

Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.

E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente.

Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos.

Consumimo-nos. Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente.

E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença.

E o tempo passa...

Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.

Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: E agora?

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.

Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.

Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo passageira, ainda está em nós.

Pense!...

Não o perca mais!...