terça-feira, 7 de julho de 2009

A Elevação da Consciência Como Forma de Cura

Apesar dos notáveis avanços tecnológicos da civilização, ignoram-se, de um modo geral, as causas mais íntimas dos males que afligem o ser humano.

Uns lutam só contra a enfermidade física; outros procuram compreender o que ela significa e promovem, em si e nos outros, as transformações requeridas para que a harmonia se restabeleça.

O ser humano é um pequeno mundo dentro de outro maior - um microcosmo dentro de um macrocosmo. As leis que regem os planetas e o cosmo regem também os órgãos, os tecidos e as células do corpo. Aquele que é capaz de usar estas leis da harmonia em si próprio também as pode identificar fora de si, ao agir no mundo e em todos os seres - e até colaborar para que sejam utilizadas por outras pessoas, com plenitude.

Há um princípio imaterial que anima o ser humano: podemos chamar-lhe "Força Universal". O corpo não seria capaz de se mover, nem mesmo de se formar, se não recebesse o impulso constante desta Força. É ela que mantém as coisas em ordem, estabelece a função de cada forma e a mantém, que dá as proporções de cada ser, seja ele humano, animal, vegetal ou mineral.

Quando o ser humano ignora os ritmos desta Força, ela deixa de fluir normalmente no seu corpo.
De fato, esta força percorre o corpo físico seguindo caminhos que fazem lembrar uma rede subtil e assim vitaliza o corpo. Esta força é um dos componentes-chave no equilíbrio e na saúde. A cura de muitas enfermidades - ou desarmonias - é mais fácil se forem conhecidas as leis de que depende a saúde.

É importante referir que os pensamentos também interferem na maneira como a energia vital flui pelo organismo e, portanto, no corpo vital (ou etéreo) e até no próprio funcionamento do organismo. Até os maus pensamentos, a certa altura, causam disfunções em algum órgão. É um facto que se pode constatar muitas vezes: a natureza dos pensamentos e a natureza do distúrbio são correspondentes. Por exemplo: o medo retarda a digestão ou, pelo contrário, acelera o peristaltismo do intestino; a raiva (fúria ou ódio) ataca o fígado e a lascívia conduz a inflamações e infecções genitais; o ciúme faz produzir bílis em excesso e um choque causado por más noticias pode tornar os cabelos brancos.

O corpo etéreo (ou vital) interliga o corpo físico aos outros corpos que são mais subtis: o corpo de desejos e o corpo mental. Este corpo vital (que é a aura mais visível), é, por excelência, o veículo do espírito para transmitir energia e impulsionar a evolução.
Por outro lado, o corpo vital recebe as emanações do ambiente, da vida colectiva e da vida universal; é o meio de integração no todo de que é parte. Quando o corpo vital está em harmonia e com suas vias de circulação desimpedidas, pode-se alcançar o equilíbrio e a saúde com maior facilidade.

A cura é alcançada quando a vontade humana, da pessoa, se integra na vontade que é a razão fundamental da sua existência: a vontade divina. Quando estas duas vontades - a humana e a divina - se unem, cessa o dualismo, restabelece-se a harmonia no corpo e diz-se que a cura acontece. Podemos dizer, então, que a cura está relacionada com a elevação da consciência.

Todavia, uns podem ter conseguido restabelecer a harmonia interior sem a manifestar no corpo físico; poderão continuar doentes por mais algum tempo, ou até durante a presente incarnação. Outros, podem apresentar-se temporariamente saudáveis sem que, na verdade, isto seja verdade, tendo em conta a sua desarmonia interior.

Quer dizer: a "cura", que depende da harmonia interior, e a "saúde física", nem sempre coincidem. Os procedimentos terapêuticos devem ser utilizados de acordo com as mais profundas necessidades da pessoa a tratar e, ao mesmo tempo, com o seu próprio nível de consciência. Além disso, é bom lembrar, todos os momentos da vida fazem parte do tratamento e são oportunidades para renovação.

O curador comum é um transmissor de energia. Alguns curadores trabalham com a energia emocional. Os curadores mentais são mais raros; alterando as energias dos diferentes corpos da pessoa, produzem uma síntese das forças da personalidade. A personalidade humana existe e trabalha, em geral, com base no atrito, na fricção. Isto implica, inevitavelmente, desgastes e choques contínuos entre forças de contracção e de expansão, que ora aglutinam energias, incluindo substâncias e objectos, ora as dissipam. Esta oscilação cria nas pessoas que se identificam mais com a vida externa ou material um estado de incerteza e insegurança; fixam-se na prevalência do que é efémero e passageiro, do que é fundamentado pelas leis materiais e na química comum. Quando a consciência é atraída para outros padrões, elevados, passa a contactar energias mais subtis, dando condições para o oculto actuar nos níveis materiais do ser.

Estas energias, internas, estão associadas aos mistérios do espírito e agem de acordo com o destino por ele escolhido. Obedecem, sobretudo, às leis evolutivas, leis de similaridade vibratórias. Por tudo isto, a sua influência na cura é acentuada quando a pessoa está apta para acolher a harmonia e a paz e para se deixar tocar pelo mundo espiritual. Um dia, a humanidade saberá que a acção da Fonte Interna é capaz de gerar qualquer transformação, seja ela uma cura física ou psicológica, ou um impulso para o desenvolvimento. Os seres humanos não estão habituados a confiar no que lhe foi dado na origem e no que trazem, vida após vida, dentro de si mesmos. Entretanto, tal situação já não é permanente e este poder, invisível, começa a ser revelado aos que descobrem a sua própria capacidade latente, interior e infinita.


Autoria de Susana Cascais

segunda-feira, 22 de junho de 2009

AMOR PRÓPRIO X PROCESSO DE EMAGRECIMENTO

O que há em comum nas pessoas viciadas? Pode ser viciadas em cigarro, drogas, álcool, dinheiro, poder, trabalho, sexo, comida? A necessidade de fugir dos problemas. Necessidade de sentir prazer. Infelizmente por caminhos destrutivos. Todas são maneiras de preencher um vazio interno com algo externo. Com isso, a frustração e a insatisfação permanecem, diminuindo cada vez mais a auto-estima, pois a pessoa se sente incapaz.

Estamos num momento em que a busca pelo TER infelizmente sobrepõe-se facilmente ao SER. As pessoas acreditam que ao obterem algo material ou externo, suas vidas mudarão. Por que, mesmo apesar dessa busca incessante, há tanta ansiedade, tensão, doenças? E para você, o que é mais importante, ter ou ser? Talvez você já tenha tentado todos os caminhos externos e já sabe os resultados. Mas será que já tentou simplesmente ser?


Do ponto de vista emocional, qualquer fuga é negativa, pois sempre que se foge de uma situação, na verdade se está fugindo dos próprios sentimentos. Ou, o que é pior, representa uma fuga de si mesmo e do que está dentro de si, ainda que inconsciente. Por isso, mesmo depois de ter saciado sua vontade, sentido prazer, o vazio continua.Resultado: frustração, angústia, insatisfação e a sensação cada vez mais forte de não ser capaz, ou seja, a auto-estima despenca e a culpa se faz presente.


Você já parou para pensar qual a causa desse vazio? O que está faltando? O que está buscando de verdade? Faça uma reflexão profunda consigo mesmo e ouça a resposta. Você pode responder que falta dinheiro, sucesso, amor, reconhecimento, aprovação, mas será que buscando preencher esse vazio com algo externo, você consegue preenchê-lo? Com certeza poderá te causar mais angústia, não é mesmo? Na verdade, falta algo básico: amor-próprio. Já pensou nisso?

Aproxime-se da única pessoa que realmente poderá preencher esse vazio: VOCÊ! A solidão só é sentida quando a própria pessoa se abandona. Todos podem até te abandonar, mas você não pode nunca fazer o mesmo.

Pergunte-se agora: "O que estou sentindo?" Qual é a resposta que vem na sua cabeça? Ouvindo a resposta, procure respeitar o que sente, agindo de acordo com esses mesmos sentimentos. Trate-se com mais carinho, seja amoroso com você, da mesma forma que seria com alguém que ama. Afinal: Não podemos amar ninguém mais do que nos amamos, e não podemos receber amor de alguém, enquanto não recebermos o nosso próprio.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Mantenha a Mente Sadia para ter um Corpo Saudável!!!!

Encontra-se o homem, na Terra, em estágio de vida que o algema às formas de expressão inferiores, tanto por pensamentos, palavras ou atos, quanto por suas emoções ou sentimentos. Ignorantes, em sua grande maioria, às leis vigentes na esfera dinâmica do psiquismo, criam, através destas mesmas expressões subjetivas ou objetivas, verdadeiros agregados de energias desequilibradas, que acabam por aderir à delicada tessitura do seu corpo espiritual, traduzindo-se, na esfera objetiva da realidade humana, como traumas, psicoses ou enfermidades de natureza variada.
Determinados pensamentos, ou posicionamentos íntimos desequilibrados atraem para o corpo espiritual matéria astralina ou mental de igual teor e intensidade, causando disfunções correspondentes, na área física, fugindo, na maioria das vezes, ao diagnóstico da Medicina convencional, enquanto os seus portadores e causadores evitam a mudança do padrão energético, pela reformulação de seus hábitos, pensamentos e posicionamentos, conservando-se longamente à mercê das energias mórbidas geradas por si mesmos.

A mensagem evangélica revivida e ampliada pelo Espiritismo cristão é toda uma ciência de magnetismo espiritual, com consequências profundas para a dinâmica da existência humana. Esta divina ciência, com suas implicações terapêuticas para o nosso espírito enfermo, aguarda a vontade e o interesse do espírito para devassar-lhe os sublimes postulados, a fim de operar eficazmente na própria intimidade do ser, modificando-lhe o padrão energético, elevando-lhe a vibração e harmonizando-lhe com as substâncias sutilíssimas da vida imortal.

A mudança íntima ou reformulação moral, quando adotadas pelo indivíduo, exercem o seu efeito por todo o sistema vibracional do psicossoma ou corpo espiritual. Todo pensamento de natureza elevada, ou posicionamento que o ser, em sua intimidade, dá continuidade, influencia imediatamente as células do perispírito, transferindo a vibração do pensamento para a periferia fisiológica.

O pensamento evangelizado ou elevado produz formas-pensamento ou clichês mentais que influem de maneira direta sobre o metabolismo perispiritual, através de ondas eletromagnéticas mais sutis e vibrantes, projetando raios de elevado teor, fazendo com que, no perispírito, se processe uma mudança em sua estrutura interna, que, por sua vez, se reflete nos estados emocionais ou na contraparte física, com a consequente recuperação da vibração local, o que se chama normalmente de saúde.

A realidade espiritual em que se situa a existência deste veículo de expressão do espírito, em dimensão superior à física, lida diretamente com a intimidade de todas as coisas, o subjetivismo da criação, os modelos originais de todas as formas físicas perceptíveis.

O tratamento ou a cura de qualquer enfermidade, de natureza psicológica ou fisiológica, deveria de antemão ater-se a essa realidade do corpo espiritual, ao dinamismo da vida imortal, para que o homem seja visto em sentido integral.

Nota da editora: Perispírito, psicossoma, corpo espiritual, corpo astral, são nomes dados ao corpo fluídico do espírito, de que ele se reveste após o desencarne e mesmo durante a vida física, sendo imperceptível à visão comum.

Fonte: "Medicina da Alma" - Robson Pinheiro Santos, pelo espírito "Joseph Gleber" - Editora Casa dos Espíritos - 8ª edição/2002

segunda-feira, 15 de junho de 2009

ABUNDÂNCIA É ATITUDE!

Você desejaria poder viver uma vida de abundância? Existem áreas na sua vida em que há escassez? Algumas das áreas mais comuns na vida das pessoas, onde surge escassez são: saúde, dinheiro e felicidade. E se você pudesse ter abundância nestas áreas?

A abundância se inicia na mente. Cada dia se inicia com um conjunto de escolhas. Nós levantamos controlando o nosso dia? Ou levantamos como robôs que fazem tarefas automaticamente? Se nós reconhecemos que a abundância já existe, e é uma lei natural, então poderemos viver uma vida mais controlada.

A lei da abundância está em todos os lugares…

Uma vez que você entenda isso, poderá usá-la a seu favor. A abundância é uma lei espiritual, e nós temos o direito de vivê-la. Se a abundância está em toda parte, porquê nem todas as pessoas a experimentam? Existe uma resposta simples. Estas pessoas ficam distraídas e preocupadas pelas tarefas do dia-a-dia e deixam de focar a abundância. Uma vez que se tenha perdido o foco da verdadeira abundância do universo, nós começamos a cair nas armadilhas do dia a dia. O resultado: escassez, doenças, pobreza, stress e dívidas. Quantas dessas condições são familiares a você?

Não precisa mais ser assim… Se você tem caído nessas armadilhas, existe uma solução. Como já foi dito, a abundância se inicia na mente. Para criar abundância em nossas vidas, começamos pelos nossos pensamentos. Os pensamentos são sementes que precisam ser cultivadas para produzir o que nós realmente queremos em nossas vidas. Lembre-se que esta energia segue os pensamentos. Em qualquer área de sua vida em que sua mente se foca, sua energia de vida se focará….

Muita gente conhece o efeito placebo, ele está há décadas documentado nos estudos médicos. Placebo é o efeito positivo causado exclusivamente pela fé ou a esperança de que algo pode dar certo.

A palavra placebo vem de um verbo latino que significa saciar-me-ei. Assim, no sentido clássico, um placebo é uma imitação de um remédio - em geral um inócuo comprimido, água com açúcar, no formato de uma pílula autêntica - prescrita mais com o objetivo de acalmar o paciente do que para satisfazer uma necessidade orgânica claramente diagnosticada.Quando o resultado final é positivo, isto é, o paciente tem uma melhora significativa ou até é curado, ocorreu o efeito placebo.

Nos últimos tempos, os médicos começaram a prestar atenção no irmão maligno do efeito placebo, o efeito nocebo. O nome pode ser novo, mas é provável que você saiba como funciona. O efeito nocebo acontece quando expectativas negativas geram resultados negativos.Estudos bem recentes determinaram que o efeito placebo ou nocebo são mais poderosos do que se imaginava anteriormente. Portanto, cuidado com o que você acredita - pode acabar acontecendo.

Eu nunca poderia...Eu não mereço...Eu não tenho capacidade para isso.Você alguma vez já pronunciou uma destas frases? Pode ser que sim, quer você tenha a lembrança consciente ou não. Muitos de nós somos programados com crenças que representam limitações - o que podemos fazer, o que podemos ser, o que merecemos - de maneira que romper e superar essas crenças é realmente importante.

O que determina o seu comportamento é aquilo que você acredita. Isso acontece no amor, assim como nos negócios e na vida em geral. O que você acredita que é verdade sobre si mesmo se transforma em realidade graças ao elo inquebrantável que existe entre as crenças e os atos. Se você acreditar que vai fracassar, fracassará. Por outro lado, se acreditar que vai ter sucesso, terá sucesso. Se acreditar que não merece o que deseja, seja lá o que for, não vai conseguir. Em contrapartida, se acreditar que merece tudo de bom que a vida tem, estará receptivo a isso. Se você se convencer de que não tem capacidade, tratará de assegurar que não tem mesmo. Se acreditar que possui exatamente o que precisa para conseguir alguma coisa, então provavelmente conseguirá. Como disse Henry Ford, "se você acha que pode, ou que não pode fazer alguma coisa, você tem razão". O que você acredita sobre si mesmo e sobre as circunstâncias que o cercam causa um impacto direto na realidade.

O antídoto para o efeito nocebo é a sua imaginação. A sua imaginação pode ser usada para identificar e exorcizar as crenças limitadas. Comece abrindo a tampa lacrada dos sonhos. Remova o teto interno que você mesmo colocou, mova-se na imaginação e deixe a criança que há em você sonhar, fantasiar e criar, a partir daquele ponto interno em que sente a fagulha inicial do desejo.

Vá para aquele lugar da infância onde você pode ser, fazer e ter o que quiser. O que você quer ser? O que quer fazer? Para onde quer ir? O que deseja ter? Assuma o poder para ser maior do que jamais imaginou, o poder de executar façanhas que o impressionam e ter tudo que a sua imaginação inventar.

Imagine que o mundo é a sua tela e que você tem todas as ferramentas, tempo e capacidade para criar a realidade que o seu coração desejar, qualquer que seja. Que aparência teria a obra-prima da sua existência?

O objetivo desse exercício de imaginação não é necessariamente forçá-lo a modificar radicalmente a sua vida, nem sugerir que você deva abandonar toda a sensatez, amarrar uma capa vermelha às costas e pular de um prédio muito alto, achando que vai voar. Ao contrário, o objetivo é abrir a mente para considerar as possibilidades. Se você vai passar de "eu nunca poderia" para "sim, eu posso", de "eu não tenho capacidade para isso" para "eu posso enfrentar esse desafio", então você deve expandir os limites das decisões e das crenças.Por isso, se você deseja alegria, prosperidade e relacionamentos significativos, pense nestas mesmas coisas e jogue fora o frasco de nocebos!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

DEPRESSÃO

Depressão é uma doença, considerada por muitos, como o mal do século. A depressão é uma enfermidade afetiva, de natureza cíclica, ou seja, quem já teve uma vez, tem maior probabilidade em tê-la novamente e, na fase crítica, se caracteriza pela presença de sintomas físicos e psicológicos.

Os sintomas são de ansiedade, apatia, desânimo, tristeza, indiferença por tudo e por todos. O depressivo apresenta falta de iniciativa e baixa auto-estima. Pode vir associada com perturbações no sono, dor de cabeça e perda de apetite. Ela consiste no surgimento de um sentimento generalizado de tristeza que varia de grau, passando por um sentimento de desalinho moderado até o mais intenso desespero. Ela pode durar poucos dias ou estender-se por semanas, meses e até anos.

Na visão espiritual, é um transtorno do humor, com baixa da atividade geral, levando a sofrimento íntimo profundo, desesperança, falta de fé em Deus, em si próprio e na vida. O deprimido apresenta duas características: egoísmo e agressividade. Egoísmo por crer que sua dor é a maior do mundo e agressividade voltada principalmente contra si mesmo.

Já comentei em outros textos, que a doença é o resultado do desequilíbrio energético do corpo físico em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona. A depressão instala-se pouco e pouco, porque as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam, vagarosamente, o equilíbrio mental.


O tratamento psicológico é muito importante por auxiliar no auto-conhecimento, nas resoluções de conflitos e tomada de posição diante dos problemas. Porém, é muito importante desenvolver uma busca espiritual, ter fé em algo divino, para conseguir superar a fase crítica da depressão, acreditando que dias melhores virão. Falar com o depressivo sobre essa esperança é vital, pois muitos pensam em cometer suicídio. Cautelosamente, além de incutir sentimentos positivos, precisamos também deixar claro que eles precisam gostar deles mesmos, e que seus atos fazem sofrer os que estão à sua volta. Eles precisam sentir que são amados, para que os pensamentos negativos se afastem, dando lugar à esperança.

Todos nós temos um limiar para suportar a dor, o sofrimento, a frustração sem que algo mais grave nos aconteça, porém, este limite parece estar muito relacionado com o nosso grau de equilíbrio interior. Importante se faz, associado ao tratamento com terapia, a busca da própria espiritualidade.

A tristeza faz parte de nossa condição humana e não há quem não tenha sofrido por ela, portanto é muito importante não confundir estados passageiros de melancolia com a depressão, normais em alguns momentos na vida de qualquer ser humano, com a tristeza profunda encontrada nos depressivos. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso.

Transcrevo abaixo, um poema psicografado por Chico Xavier, que gosto muito e que poderá ajudar àqueles que convivem com depressivos, pois o depressivo, nem ao menos se interessa por leitura:

O que mais sofremos

O que mais sofremos no mundo: Não é a dificuldade. É o desânimo em superá-la. Não é a provação. É o desespero diante do sofrimento. Não é a doença. É o pavor de recebê-la. Não é o parente infeliz. É a mágoa de tê-lo na equipe familiar. Não é o fracasso. É a teimosia de não reconhecer os próprios erros. Não é a ingratidão. É a incapacidade de amar sem egoísmo. Não é a própria pequenez. É a revolta contra a superioridade dos outros. Não é a injúria. É o orgulho ferido. Não é a tentação. É a volúpia de experimentar – lhes os alvitres. Não é a velhice do corpo. É a paixão pelas aparências. Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.

O TEMPO PERDIDO


Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é passageira, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.

Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento.

Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.

Entristecemo-nos por coisas pequenas, e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos. Calamo-nos quando deveríamos falar, falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio.

Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação.

Não damos um beijo carinhoso "porque não estamos acostumados com isso" e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.

E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente.

Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos.

Consumimo-nos. Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente.

E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença.

E o tempo passa...

Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.

Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: E agora?

Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.

Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.

Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor.

Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo passageira, ainda está em nós.

Pense!...

Não o perca mais!...