Apesar dos notáveis avanços tecnológicos da civilização, ignoram-se, de um modo geral, as causas mais íntimas dos males que afligem o ser humano.Uns lutam só contra a enfermidade física; outros procuram compreender o que ela significa e promovem, em si e nos outros, as transformações requeridas para que a harmonia se restabeleça.
O ser humano é um pequeno mundo dentro de outro maior - um microcosmo dentro de um macrocosmo. As leis que regem os planetas e o cosmo regem também os órgãos, os tecidos e as células do corpo. Aquele que é capaz de usar estas leis da harmonia em si próprio também as pode identificar fora de si, ao agir no mundo e em todos os seres - e até colaborar para que sejam utilizadas por outras pessoas, com plenitude.
Há um princípio imaterial que anima o ser humano: podemos chamar-lhe "Força Universal". O corpo não seria capaz de se mover, nem mesmo de se formar, se não recebesse o impulso constante desta Força. É ela que mantém as coisas em ordem, estabelece a função de cada forma e a mantém, que dá as proporções de cada ser, seja ele humano, animal, vegetal ou mineral.
Quando o ser humano ignora os ritmos desta Força, ela deixa de fluir normalmente no seu corpo.
De fato, esta força percorre o corpo físico seguindo caminhos que fazem lembrar uma rede subtil e assim vitaliza o corpo. Esta força é um dos componentes-chave no equilíbrio e na saúde. A cura de muitas enfermidades - ou desarmonias - é mais fácil se forem conhecidas as leis de que depende a saúde.
De fato, esta força percorre o corpo físico seguindo caminhos que fazem lembrar uma rede subtil e assim vitaliza o corpo. Esta força é um dos componentes-chave no equilíbrio e na saúde. A cura de muitas enfermidades - ou desarmonias - é mais fácil se forem conhecidas as leis de que depende a saúde.
É importante referir que os pensamentos também interferem na maneira como a energia vital flui pelo organismo e, portanto, no corpo vital (ou etéreo) e até no próprio funcionamento do organismo. Até os maus pensamentos, a certa altura, causam disfunções em algum órgão. É um facto que se pode constatar muitas vezes: a natureza dos pensamentos e a natureza do distúrbio são correspondentes. Por exemplo: o medo retarda a digestão ou, pelo contrário, acelera o peristaltismo do intestino; a raiva (fúria ou ódio) ataca o fígado e a lascívia conduz a inflamações e infecções genitais; o ciúme faz produzir bílis em excesso e um choque causado por más noticias pode tornar os cabelos brancos.
O corpo etéreo (ou vital) interliga o corpo físico aos outros corpos que são mais subtis: o corpo de desejos e o corpo mental. Este corpo vital (que é a aura mais visível), é, por excelência, o veículo do espírito para transmitir energia e impulsionar a evolução.
Por outro lado, o corpo vital recebe as emanações do ambiente, da vida colectiva e da vida universal; é o meio de integração no todo de que é parte. Quando o corpo vital está em harmonia e com suas vias de circulação desimpedidas, pode-se alcançar o equilíbrio e a saúde com maior facilidade.
Por outro lado, o corpo vital recebe as emanações do ambiente, da vida colectiva e da vida universal; é o meio de integração no todo de que é parte. Quando o corpo vital está em harmonia e com suas vias de circulação desimpedidas, pode-se alcançar o equilíbrio e a saúde com maior facilidade.
A cura é alcançada quando a vontade humana, da pessoa, se integra na vontade que é a razão fundamental da sua existência: a vontade divina. Quando estas duas vontades - a humana e a divina - se unem, cessa o dualismo, restabelece-se a harmonia no corpo e diz-se que a cura acontece. Podemos dizer, então, que a cura está relacionada com a elevação da consciência.
Todavia, uns podem ter conseguido restabelecer a harmonia interior sem a manifestar no corpo físico; poderão continuar doentes por mais algum tempo, ou até durante a presente incarnação. Outros, podem apresentar-se temporariamente saudáveis sem que, na verdade, isto seja verdade, tendo em conta a sua desarmonia interior.
Quer dizer: a "cura", que depende da harmonia interior, e a "saúde física", nem sempre coincidem. Os procedimentos terapêuticos devem ser utilizados de acordo com as mais profundas necessidades da pessoa a tratar e, ao mesmo tempo, com o seu próprio nível de consciência. Além disso, é bom lembrar, todos os momentos da vida fazem parte do tratamento e são oportunidades para renovação.
O curador comum é um transmissor de energia. Alguns curadores trabalham com a energia emocional. Os curadores mentais são mais raros; alterando as energias dos diferentes corpos da pessoa, produzem uma síntese das forças da personalidade. A personalidade humana existe e trabalha, em geral, com base no atrito, na fricção. Isto implica, inevitavelmente, desgastes e choques contínuos entre forças de contracção e de expansão, que ora aglutinam energias, incluindo substâncias e objectos, ora as dissipam. Esta oscilação cria nas pessoas que se identificam mais com a vida externa ou material um estado de incerteza e insegurança; fixam-se na prevalência do que é efémero e passageiro, do que é fundamentado pelas leis materiais e na química comum. Quando a consciência é atraída para outros padrões, elevados, passa a contactar energias mais subtis, dando condições para o oculto actuar nos níveis materiais do ser.
Estas energias, internas, estão associadas aos mistérios do espírito e agem de acordo com o destino por ele escolhido. Obedecem, sobretudo, às leis evolutivas, leis de similaridade vibratórias. Por tudo isto, a sua influência na cura é acentuada quando a pessoa está apta para acolher a harmonia e a paz e para se deixar tocar pelo mundo espiritual. Um dia, a humanidade saberá que a acção da Fonte Interna é capaz de gerar qualquer transformação, seja ela uma cura física ou psicológica, ou um impulso para o desenvolvimento. Os seres humanos não estão habituados a confiar no que lhe foi dado na origem e no que trazem, vida após vida, dentro de si mesmos. Entretanto, tal situação já não é permanente e este poder, invisível, começa a ser revelado aos que descobrem a sua própria capacidade latente, interior e infinita.
Autoria de Susana Cascais